Tecnologia que acelera as obras
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Técnicas inteligentes de pavimentação são ecológicas, mais econômicas
e oferecem rapidez
Jornal do Brasil - Segunda-feira, 12 de julho de 2010

Com o encerramento da Copa de 2010, que terminou ontem, está dada a largada para a concretização de uma série de projetos estruturais para o Brasil. A partir de hoje, a julgar pelos requisitos necessários à realização da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016, o país deverá virar um grande canteiro de obras. A CNI prevê R$ 135 bilhões de investimentos em infraestrutura para esses dois eventos. O tempo é exíguo e o volume de recursos, significativo, mas é o rito de implementação das obras que preocupam.

Enquanto analistas questionam a velocidade das obras, é a tecnologia que aponta o caminho para enfrentar este desafio. Um bom exemplo bem ilustrado disto é o que vem da paranaense Base Forte, especializada em pavimentação econômica. A empresa é a distribuidora exclusiva para o Brasil e países do Mercosul do estabilizante de solos EMC Squared, produzido pela americana Soil Stabilization Products Company (SSPCo). Trata- se de um produto concebido para atuar como agente cimentante e impermeabilizante de partículas terrosas, em substituição aos produtos convencionais tais como cal e cimento comumente utilizados na técnica de estabilização de solos.

O EMC Squared, um produto enzimático natural, quando adicionado com água no solo, através de suas enzimas, produz reações químicas que afetam os argilominerais,“soldando e emaranhando” todos os componentes da massa terrosa. Ações secundárias envolvem a diminuição da tensão superficial da água e a lubrificação das partículas, gerando maior densidade da massa pelo processo de compactação. Em outras palavras, o produto densifica, impermeabiliza e estabiliza os materiais do solo, proporcionando maior resistência e capacidade de suporte de cargas.

De acordo com Nazem Bufrem, diretor da Base Forte, o produto é resultado de anos de pesquisa e sua aplicação é fácil, rápida e segura, pois como tem origem natural preserva o meio ambiente.

– Esta tecnologia biocatalizadora, que não é tóxica nem corrosiva, reduz o tempo de construção da obra e seu custo em até 30%, quando comparada ao método construtivo convencional – afirma.

Segundo o empresário e conforme a SSPCo, o EMC Squared aumenta a capacidade de suporte às cargas do tráfego e a resistência aos fatores climáticos, ampliando a vida útil do pavimento. O produto pode ser aplicado em camadas de base e sub-base de pavimentos asfálticos, em estradas de terra, acostamentos, desvios, trilhas ecológicas, lastros de ferrovias, ruas de urbanização de loteamentos, pistas e pátios de pouso de aeronaves, ciclovias, estradas de mineração e reflorestamento, enfim, sempre que se precisa reforçar o solo de uma obra de terra. O produto destaca-se ainda na eliminação de lama e poeira de ruas e estradas de terra por exemplo, contribuindo inclusive para a saúde e qualidade de vida dos moradores e trabalhadores da região onde foi aplicado.

Com obras já realizadas há 12 anos em rodovias estaduais e vias públicas de diversas prefeituras, como a de Curitiba, São Paulo e municípios do Mato Grosso, além da iniciativa privada, como Klabin Papel e Celulose, Calbrás, Itaipú, e ruas de diversos loteamentos, a Base Forte aposta agora nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no contexto maior da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos a serem realizados no Brasil.

– Nosso processo é muito competitivo, conseguimos reunir qualidade, velocidade, preço e ecologia, tudo dentro de um produto e metodologia fundamentais para a construção de obras – argumenta Bufrem.

Segundo ele, essa tecnologia de pavimentaçãoé a mais habilitada para responder ao desafio de ter toda a infraestrutura da Copa e das Olimpíadas pronta dentro dos prazos oficiais estipulados.

– Queremos construir os caminhos para 2014 e 2016, de forma ecológica e econômica e com a melhor qualidade – disse.

De acordo com o diretor da Base Forte, o EMC Squared pode ser a solução para a pavimentação da estrada federal BR-163, que liga Cuiabá a Santarém, com quase 1.800 quilômetros de extensão, dos quais apenas 700 estão asfaltados.

– A ausência e distância de materiais pétreos compromete a complementação desta importante rodovia interestadual. Nosso produto é a saída para a conclusão desta obra que passa por uma das regiões mais ricas em recursos naturais do país. Gostaríamos que nos fosse dado a oportunidade mostrar o desempenho in situ da eficácia da tecnologia, tornando possível técnica e economicamente concluir a rodovia – afirma.

O biocatalizador orgânico EMC Squared foi desenvolvido depois da Guerra do Vietnã pelo Massachussets Institute of Techonologia (MIT), um dos mais prestigiados centros de engenharia do mundo, a pedido das Forças Armadas americanas. Foi concebido após intensos estudos como um estabilizante para qualquer tipo de solo, visando principalmente a melhorar suas propriedades de engenharia. Sua elaboração também levou em conta a necessidade de ser concentrado (1 litro do produto trata 30 m³ do solo existente
na própria obra, evitando importar de outro local), e seguro, para ser transportado em aeronaves, além de ambientalmente amigável. Atualmente, o EMC Squared é utilizado por inúmeros órgãos governamentais e agências reguladoras nos Estados Unidos, tais como o Exército, a Força Aérea, o Corpo de Engenharia do Exército, o Bureau de Gestão de Solo, o Serviço Nacional de Parques, o Serviço de Saúde Pública, entre muitos outros.

     
   
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